Saindo em recesso
Hoje estou saindo em recesso e retorno as minhas atividades profissionais em 21 de julho.
Vou aproveitar passear com a família, talvez viajar porque no dia 24 de julho a Isabelle vai fazer 15 anos de idade e o costume da nossa família é fazer uma viagem pra comemorar esta passagem.
Por enquanto o único desejo é tirar uma semana de total férias e ir visitar alguns amigos que a muito não vejo. O que já programei foi ir ver a Lucia (grande amiga da Faculdade), a Enides (amiga da Faculdade e ajuda-la na sua monografia), ir visitar a minha sobrinha a Aline que faz niver no dia 15, vou a um chá de bebê (de uma amiga do grupo de oração), vou sair com minha irmã pra comprar lã tomar café e jogar conversa fora. Bom até quarta já programei. Depois pro resto da semana quem sabe alguns piqueniques em parques só pra passear, vamos ver o que fazer do resto da semana.

Para os amigos um forte abraço, mil beijos e ate a volta, com muitas saudades de todos.
Homenagem ao poeta que tanto Amo
Manuel Bandeira (1886-1968)
É uma das figuras mais importantes da poesia brasileira e um dos iniciadores do Modernismo. Do penumbrismo pós-simbolista de A Cinza das Horas às experiências concretas da década de 60 de Composições e Ponteios, a poesia de Bandeira destaca-se pela consciência técnica com que manipulou o verso livre. Participa indiretamente da SAM, quando Ronald de Carvalho declama seu poema Sapos.
Sempre pensando que morreria cedo (tuberculoso), acabou vivendo muito e marcando a literatura brasileira. Morte e infância são as molas propulsoras de sua obra. Ironizava o desânimo provocado pela doença, mas em Cinza das Horas apresenta melancolia e sofrimento por causa da “dama branca”. Além de ser um poeta fabuloso, também foi ensaísta, cronista e tradutor. O próprio autor define sua poesia como a do "gosto humilde da tristeza".
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Autor: Manuel Bandeira.